A arte de tomar consciência: uma estratégia antivieses inconscientes4 min de leitura

Parte 3, Conclusão: Vieses Inconscientes: Atalhos cognitivos para o erro

“O homem é igualmente incapaz de ver o nada de que emerge e o infinito em que é engolfado.”

Blaise Pascal

Antes deste, convido você a ler os artigos que o antecedem: Desbravando o inconsciente e Pensamentos enviesados: padrões e alternativas.

Até que ponto nós não somos os únicos a pilotar o barco de nossas próprias vidas? Como vimos, as pessoas geralmente têm pouca capacidade de decidir conscientemente ou explicar suas crenças, motivações e atitudes cotidianas.

Figura 1 O barco da vida e o cérebro inconsciente.

Assim, o leme acaba majoritariamente conduzido pelo cérebro inconsciente, guiando-se por experiências pessoais marcantes e remotas eras de seleção evolutiva.

Estamos então condenados a ser eternos reféns do inconsciente?

Embora seja impossível controlá-lo de forma totalmente consciente, podemos influenciá-lo e mitigar seus efeitos nocivos em nossos atos e escolhas.

Vários estudos recentes vêm questionando a soberania do inconsciente, sugerindo que podemos sim interromper decisões tomadas pelo lado oculto da mente. Uma experiência do neurocientista John-Dylan Haynes, do Centro Bernstein de Neurociência, em Berlim, monitorou o cérebro de voluntários enquanto eles jogavam contra um computador (um jogo bem simples, que consistia apenas em pressionar um botão). O computador era capaz de antecipar que a pessoa ia apertar o botão vários segundos antes de ela efetivamente apertá-lo, e assim podia reagir a isso – teoricamente, a máquina venceria 100% das partidas. Mas isso não aconteceu. Os voluntários conseguiram interceptar e anular a ordem de pressionar o botão emitida pelo inconsciente, driblando as previsões do computador e ganhando o jogo (Bernstein Network Computational Neuroscience, 2020).

Pesquisas como esta indicam que a liberdade é muito menos limitada do que se imaginava, isto é, o inconsciente pode até estar no comando, mas há uma janela na qual podemos manejá-lo e fazê-lo nos servir melhor.

Para tanto, há apenas uma medida efetiva: autoconhecimento fundamentado nas mais novas descobertas e técnicas da neurociência.

Figura 1.1 Representação do processo de tomada de consciência.

Explorar profundamente as diversas faces de si mesmo, reconhecendo os próprios modelos mentais, preconceitos e vícios, é uma tarefa tão complexa quanto gratificante e compensadora, proporcionando benefícios imensuráveis em todos os âmbitos da existência.

A observação cuidadosa de padrões inconscientes equivocados e a sua conversão em conteúdos conscientes nos permite identificar ilusões e, então, romper com elas, substituindo-as por filosofias e pensamentos mais construtivos que escolhemos vivenciar.

É necessário compreender que nunca traremos todo o material inconsciente em um nível de consciência; o que importa, porém, é conseguir acessar o que é mais relevante hoje para o nosso aperfeiçoamento psíquico.  

A FELLIPELLI atua com excelência nas diversas áreas relacionadas ao aperfeiçoamento humano, desenvolvendo a inteligência emocional a partir de técnicas fundamentadas nas últimas descobertas da neurociência para aprimorar os processos de interpretação da realidade e tomada de decisões. Consulte-nos!

Referências bibliográficas

Tema: Neurociência, NLI®,  Inteligência Emocional, EQ-i 2.0®

Subtema: O autoconhecimento e tomada de consciência contribuindo a “combater” decisões sem a interferência dos vieses.

Objetivo: Autoconhecimento, Autodesenvolvimento, Coaching, Coaching nas Empresas, NeuroCoaching®.

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