Comportamento versus Necessidade motivacional4 min de leitura

Por Adriana Fellipelli

Quando atuamos no mundo corporativo, há práticas e comportamentos que entendemos como adequados e até mesmo positivos como o trabalho em equipe e a capacidade de tomar decisões rapidamente. Entretanto, se realizarmos uma análise mais profunda podemos notar que os comportamentos tidos como ideais não estão de acordo com a motivação de parte considerável dos profissionais.

Entendemos que a pressão ou cobrança social por determinadas ações podem ser prejudiciais para a produtividade e motivação dos funcionários. Isso foi o que apontou a pesquisa realizada pela consultoria Fellipelli, que contou com a participação de 300 profissionais, e teve como base a aplicação do Método Birkman®, que é um instrumento que avalia interesses profissionais, necessidades motivacionais e tendências comportamentais a partir da percepção que cada indivíduo tem da realidade.

A explicação para isso é que as características que demonstramos às outras pessoas e as nossas necessidades motivacionais são naturalmente diferentes, pois na medida em que convivemos em sociedade, nossos comportamentos são adaptados de acordo com as respostas que obtemos ou, em outras palavras, tendemos a evitar certas atitudes que podem ser vistas de forma negativa pela maioria das pessoas, como o individualismo e a excessiva competitividade. No ambiente corporativo de hoje, o trabalho em equipe é inevitável e traz resultados positivos para os negócios, o que justifica que a maioria das pessoas se mostre solícita a esse tipo de prática, ainda que suas necessidades motivacionais não caminhem na mesma direção.

Um dos números mais interessantes da pesquisa relaciona-se com a autonomia no ambiente de trabalho. Segundo ela, 58% dos profissionais brasileiros se sentiriam mais à vontade para trabalhar de maneira independente. O levantamento também revela que 75% das pessoas demonstraram atuar em prol dos interesses coletivos e apresentaram mais facilidade em trabalhar em equipe. Já as suas reais necessidades motivacionais apontaram outros resultados. Ao todo, 44% dos profissionais apresentam necessidade de obter vantagens e reconhecimentos individuais, contra 1% que realmente age de modo mais competitivo no convívio social. Do total de indivíduos que aparentam acreditar que a recompensa coletiva é mais importante que a individual, apenas 17% precisam realmente de um ambiente idealista e voltado ao bem comum para se sentirem motivados.

O estudo também revelou que apenas 8% dos entrevistados costumam levar mais tempo refletindo antes de tomar decisões, mas quando analisamos os anseios pessoais, 46% preferem refletir mais antes de decidir.

Esse contraste significativo mostra que grande parte das pessoas pode perder a energia se envolvidas com uma demanda muito intensa de trabalho e sem tempo para planejamento, sentindo-se pressionadas diante de decisões complexas. Tais indicadores revelam que quando os profissionais possuem algum controle sobre as demandas e prazos que permitam reflexões e análises, eles se sentem estimulados e podem gerar resultados melhores.

Essas informações demonstram que os líderes precisam voltar suas atenções para as necessidades e características de cada membro de sua equipe, com o objetivo de formar uma estrutura equilibrada, na qual cada profissional se complementa e contribui para o sucesso dos negócios. Quando o assunto é gestão de pessoas, um dos maiores desafios das organizações e líderes de hoje é conseguir atrair e reter talentos capazes de alavancar resultados. Para isso, é preciso descobrir o que mantém seus colaboradores motivados e engajados, mesmo diante dos crescentes desafios.

Nesse contexto, investir em autoconhecimento é muito importante para que uma pessoa tenha sucesso em sua carreira. Por outro lado, as organizações podem aproveitar corretamente o potencial de cada profissional e suas contribuições para os negócios, as empresas podem recorrer a ferramentas de coaching.

Quanto mais as organizações conhecerem a natureza humana, maiores serão suas chances de sucesso na gestão de pessoas.

Adriana Fellipelli é psicóloga e CEO da Fellipelli Instrumentos de Diagnóstico e Desenvolvimento Organizacional.

Além de ser representante exclusiva no Brasil de empresas como The Myers-Briggs Company, MHS, Center for Creative Leadership (CCL), NeuroLeadership Institute, Birkman, Kilmann, TMS e Adam Milo, e de desenvolver seus próprios instrumentos e soluções, a FELLIPELLI forma e qualifica profissionais mais competentes e engajados, aptos a identificar e atender às novas demandas do mercado atual.Fale com nossos especialistas e conheça nossos cursos/assessments exclusivos.

Tema: Birkman®

Subtema: A importância das ferramentas de coaching para o melhor aproveitamento de cada profissional.

Objetivo: Desenvolvimento Organizacional, Coaching, Coaching nas Empresas, Autoconhecimento, Desenvolvimento de Liderança.

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