Inteligência social: O futuro é emotivo4 min de leitura

Aprendendo a comunicar nossos sentimentos para nos conectarmos de maneira positiva com o mundo.

Por Adriana Fellipelli

“A verdadeira descoberta não consiste em encontrar novas terras, mas em enxergar com outros olhos.”

Marcel Proust

Embora a maioria de nós já tenha ouvido falar de inteligência emocional (IE), em geral ainda subestimamos o peso das necessidades afetivas que carregamos para o trabalho. Além da relação líder-subordinado, há diversas dinâmicas emocionais que afetam diariamente nossa motivação, saúde, tomada de decisões, capacidade de comunicação e muito mais. Então por que, tratando-se de profissionalismo, adotamos imediatamente uma postura de supressão a tudo o que sentimos?

Figura 1.0 O indivíduo no trabalho: teoria x realidade.

O futuro do trabalho é emotivo. Não existe um roteiro pronto para solucionar nossas interações profissionais mais difíceis. Ao ouvir a frase “emoção no trabalho”, talvez você pense em alguns eventos marcantes, como uma entrevista de emprego ou negociação salarial. No entanto, você experimenta emoções igualmente intensas no cotidiano, em situações aparentemente banais: você fica empolgado ao receber um elogio do seu supervisor; bravo quando é interrompido várias vezes por um colega; ansioso e com medo quando recebe um e-mail vago do seu chefe.

Figura 1.1 Ações tão simples quanto um envio de e-mail podem desencadear uma crise de ansiedade desnecessária.

O emprego moderno exige que o lado emocional não seja combatido, mas sim explorado e transmitido aos outros com mais eficiência.

Muitos de nós, porém, não aprendemos a fazer isso nem na vida privada, com nossos cônjuges, parentes e amigos, quem dirá na profissional, com chefes, colegas, clientes e fornecedores.

Conquistas reais no trabalho ainda requerem um passo além da inteligência emocional: é preciso aprender a ser razoavelmente emotivo, ou seja, adequar o modo como comunicamos nossos sentimentos a cada situação especificamente.

E é aí que entra a chamada inteligência social, que nada mais é do que a capacidade de se conectar de maneira positiva com alguém.

O elemento-chave aqui é a empatia: compreender o que as diversas pessoas ao seu redor sentem ou pensam para, então, usar isso como base para construir relações harmoniosas.

Ao ingressar em uma empresa, recebemos treinamento extensivo sobre como preencher formulários, utilizar programas e agendar reuniões, mas ninguém nos diz o que fazer se ficarmos aborrecido com um colega ou como lidar com um feedback negativo.

A questão não é “o quê”, mas “com quem”

Autonomia, propósito e oportunidades de crescimento certamente deixam o trabalho mais agradável, mas nas manhãs chuvosas de segunda-feira, quando estamos sonolentos e irritados com nosso gerente, a real motivação não consiste em “o quê”, mas “com quem”.

De acordo com uma pesquisa de ambiente de trabalho realizada pelo site de empregos Comparably, que entrevistou mais de 33 mil funcionários da indústria de tecnologia, ter amigos no trabalho é importante não apenas para a felicidade pessoal, mas também para uma carreira de sucesso (CNBC,2018).

Uma das coisas mais importantes a ter no local de trabalho é um relacionamento próximo e equilibrado com as pessoas com as quais se convive. Muitas vezes, a maior fonte de estresse para as pessoas não é a pressão inerente à demanda de atividades, mas sim o comportamento do chefe ou de um colega de trabalho.

A motivação advém de trabalhar naquilo com o que nos importamos, mas também de trabalhar com pessoas com as quais nos importamos. Nesse sentido, nem todos os parceiros de trabalho satisfazem a mesma necessidade ou exigem de nós as mesmas habilidades interpessoais.

Entender como e por que você se relaciona com cada um deles é fundamental para desenvolver recursos mentais apropriados.

Alguns dos principais tipos são: o Confidente, o Inspirador, o Narcisista, o Maquiavélico, o Esquizoide e o Evitativo.

Falaremos sobre todos eles no próximo artigo nos próximos dias, em que estamos focando nossos conteúdos e reflexões para a 2ª Semana Fellipelli da Neurociência e Inteligência Emocional.

Referências bibliográficas

Tema: 2ª Semana Fellipelli da Neurociência e Inteligência Emocional, EQ-i 2.0®

Subtemas: Desenvolvendo a inteligência social para gerenciar as emoções – pessoais e alheias. 

Objetivo: Autoconhecimento, Autodesenvolvimento, Desenvolvimento Organizacional, Desenvolvimento de Liderança, Desenvolvimento de Equipe, Coaching, Coaching nas Empresas.

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